sexta-feira, 15 de abril de 2016

Batman vs Superman – A Origem da Justiça | Ritmo lento e excessos decepcionam

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Batman vs Superman: A Origem da Justiça deveria ser um filme para apresentar a tríade da DC e também a origem da Liga da Justiça. Deveria, mas Zack Snyder mais uma vez deixa sua mania de grandeza atrapalhar a história que deveria ser contada.
Foi um erro não apresentar cada um dos heróis em filmes individuais antes de Batman vs Superman. Minutos preciosos são perdidos com a história de origem do Batfleck e com os pesadelos que ele tem com o passado. Cada um dos sonhos do cavaleiro das trevas se prolonga por tempo demais, quase como uma piada de um comediante que perdeu o timing e não sabe quando encerrar.
Nessas visões do Batman, as coreografias das lutas são mais fracas do que no resto do longa, do tipo que seriam boas o suficiente para uma série de TV, mas não para um filme que tem como ideia justamente apresentar o universo cinematográfico da DC.
Duas longas horas
Um dos maiores problemas de Batman vs Superman: A Origem da Justiça é o ritmo. Como todas as cenas são apresentadas de maneira épica, nada se torna verdadeiramente marcante. A cadência dos acontecimentos é como uma planície, sem picos e vales, justamente pela escolha do diretor de querer engrandecer eventos banais e pelo exagero de câmeras lentas. Quando chega a hora da ação de fato, a cena não tem o impacto que deveria, pois não há um contraste grande com tudo que aconteceu antes.
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Um dos poucos momentos em que é fácil vibrar é quando a Diana Prince finalmente aparece como Mulher-Maravilha, pois é um ponto em que finalmente é possível sentir que alguma coisa diferente aconteceu no filme. No caso, uma heroína de 5 mil anos que ficou muito indignada em ter que limpar a bagunça criada por moleques.
Alfred Ex Machina
Alfred, o mordomo, melhor amigo e figura paterna de Bruce Wayne, também é usado como gênio da tecnologia – algo aceitável, considerando que em muitas HQs ele tem um passado secreto – e como argumento recorrente de roteiro para fazer com que a história continue. A primeira vez que isso acontece é compreensível, mas deixa de ser aceitável na segunda ou terceira vez que usam o personagem dessa maneira.
A boa notícia em Batman vs Superman: A Origem da Justiça é que os trailers não entregam tanto quanto pareciam revelar inicialmente. Claro, mostrar o Apocalypse ainda parece desnecessário, mas não é algo tão grave.
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É possível perceber que houve uma boa pesquisa para fazer o longa. Os vilões clássicos estão ali, mesmo que não sejam citados abertamente. Esse universo criado é interessante, assim como é notável a influência de diversas edições dos quadrinhos da DC, mas são tantas referências juntas que se mostram um exagero. Você pode fazer bons heróis baseando-se na versão deles das HQs, mas não é necessário usar TODAS as referências que você tem à mão de uma só vez.
Batfleck funciona?
Os dois atores que mais preocuparam os fãs logo que foram anunciados, Ben Affleck e Gal Gadot, se saíram muito bem em seus respectivos papeis. Batfleck, mesmo que esteja errado em suas ideias, convence ao elaborar as suas motivações e Gal-Maravilha consegue mostrar sua inteligência antes de mostrar a força, mesmo com alguns furos de roteiro atrapalhando o caminho.
O que realmente pesa contra Batman vs Superman: A Origem da Justiça não são os trailers, ou mesmo os spoilers que você pode encontrar por aí. O grande vilão é o ritmo dado a uma obra que é tão importante para apresentar o universo cinematográfico da DC e também a escolha de fazer um filme de origem de um herói junto com a origem da Liga da Justiça.


                  


Fonte: Jovem Nerd

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